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Tradição e Revelação

A Revelação, a Tradição e a Sucessão...

A Revelação é o sinal inequívoco de que o Ser Divino que mora em ti, ao que humana e imperfeitamente representamos neste mundo, te exorta a cooperar na conquista do que significa a auto-realização íntima de todas e cada uma de suas diferentes partes autônomas e autoconscientes.

A maneira em que a Revelação se apresenta em cada alma, como testemunho à longa e oculta tradição, é sempre diferente e de acordo com sua própria condição psicológica.

E da Tradição devemos dizer que esta se expressa externamente quando os "homens" a impõem para proteger seus interesses egoístas; e internamente quando é dada pela persuasão do próprio espirito.

Enquanto a tradição externa é como um ruidoso rio que tudo arrasta e destrói, a tradição interna é, no entanto, uma corrente subterrânea, que impulsionando e reunindo, constrói silenciosamente.

A tradição exotérica reúne seus tesouros aqui, no mundo das formas tridimensionais, com consequências subsequentes da perda da alma. A tradição esotérica cristaliza todos os seus esforços na preciosa joia da Pedra Filosofal, que permite a alma existir em ambos os mundos: o absoluto e o relativo.

Não havendo nenhum interesse pela verdadeira tradição sobre as ambições e temores deste mundo, além de seguir aqui um permanente sendeiro provatório para aprimorar-se diante o ouro do espirito, não há Sucessão física... Não se transmite por raça, nem por crença ou religião, e muito menos por assuntos políticos ou sociais. Havendo no universo uma ordem já estabelecida pelo divino, o humano só se sujeita a isso, e assim consegue existir em harmonia. Um dia a tradição verdadeira voltará a governar sobre a face de nosso mundo, e então a Idade de Ouro terá chegado novamente.

Rafael Vargas e Javier Casañ, Encuentro con Samael

 

A Revelação Gnóstica

"Sem dúvida, a revelação legítima possui seus fundamentos irrefutáveis e indiscutíveis na Auto-Gnose.

A revelação gnóstica é sempre imediata, direta, intuitiva. Exclui radicalmente as operações intelectuais de tipo subjetivo e nada tem a ver com a experiência e o conjunto de dados principalmente sensoriais.

A Inteligência ou Nous em seu sentido gnosiológico, embora possa servir como base para a intelecção iluminada, se recusa a cair no vão intelectualismo.

São óbvias e evidentes as características ontológicas, pnematológicas e espirituais de Nous (Inteligência).

Em nome da verdade declaro solenemente que o Ser é a única existência real, cuja transparência inefável e terrivelmente divina, isso que chamamos Eu, Ego, mim mesmo, si mesmo, é meramente trevas exteriores, pranto e ranger de dentes.

A Auto-Gnose ou reconhecimento auto-gnóstico do Ser, de acordo com o aspecto antropológico do Pneuma ou Espirito, é algo decididamente salvador.

Conhecer a si mesmo é ter alcançado a identificação com seu próprio Ser divinal.

Sendo uno com seu próprio Pneuma ou Espirito, experimentar diretamente a identificação entre o conhecido e o conhecedor é o que podemos e devemos definir como Auto-Gnose.

Evidentemente, esta revelação extraordinária nos convida a morrer em si mesmo para que o Ser se manifeste em nós."

Samael Aun Weor